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Brasil em expansão:
os desafios e as perspectivas do
transporte de carga
novas tecnologias em ferramentas
de logística, capacitação de profissionais e atendimento
diferenciado devem fazer parte dos investimentos das
transportadoras, que vão precisar de planejamento para
atender a demanda de um país em desenvolvimento.
Responsáveis
por cerca de 60% do transporte rodoviário de carga do
Brasil, não é novidade que as transportadoras saiam à frente
das outras opções de entrega do mercado. Com o aquecimento
do setor e as boas expectativas de crescimento econômico do
País, as empresas terão de se preparar para enfrentar maior
concorrência, profissionalizar colaboradores, ampliar
serviços, investir em novas tecnologias, conquistar e manter
clientes fiéis, além de esperar investimentos públicos em
infra-estrutura.
Na visão do presidente da Tiger
Log, Marco Antônio Oliveira Neves, o Brasil terá crescimento
garantido nos próximos seis anos. “Haverá expansão e o
volume de carga vai aumentar, além de avançar para a região
nordeste, interior de São Paulo e Minas Gerais. Este
desenvolvimento exigirá soluções de transporte e armazenagem
diferenciadas, e investimentos pesados em rodovias”,
acredita.
Certos de que 2010 representará grandes desafios, a TNT
Transportes já está de olho no futuro e se prepara para
novos investimentos. Na opinião da diretora de Recursos
Humanos, Pida Lamin, com o aumento dos negócios devido ao
fortalecimento da economia, as transportadoras devem se
atentar a qualidade dos serviços prestados. “Não estamos
limitados apenas a condução dos produtos, mas em tudo o que
envolve esta etapa. O atendimento ao cliente, seja na
central ou na coleta, é parte do trabalho e ajuda no
processo de fidelização. Por isso, o planejamento desta área
é importante e merece atenção redobrada”, afirma.
Quem
divide a mesma opinião com Pida, é o sócio-diretor da
Furquim Consulting, Pedro Furquim - especializado em
marketing e endomarketing, com atuação no segmento
automotivo. “A maior limitação das transportadoras é a baixa
qualidade do relacionamento com os clientes. Algumas já
evoluíram tecnologicamente e sofisticaram frotas, mas a
prestação de serviços de modo geral precisa melhorar. As
empresas não sabem comunicar e vender tudo o que podem, e
nem estabelecer relações nutrientes com aqueles que as
contratam”, explica.
Em 2009, segundo Furquim, a classe C passou a representar
49% da população do Brasil. As classes A e B cresceram de
15% para 16%; já as classes D e E, regrediram de 40% para
35%. “Estes números registram a elevação do consumo que
aceleram as atividades das transportadoras. Num país em
expansão a economia se superaquece e a criatividade se
expande. Além de uma gestão obsessiva de recursos, que
propicie a manutenção de margens em patamares satisfatórios,
será necessário profissionalizar vendas e atendimento”
defende o consultor Com a movimentação econômica, o conselho
de Marco Antônio Oliveira Neves, da Tiger Log, é de
investimentos em gestão dentro das transportadoras. “As
empresas precisam melhorar controles internos, relacionados
às despesas operacionais, ampliar o nível de formação dos
profissionais, atrair e reter talentos e não perder os
funcionários chaves da empresa. Além disso, devem inovar na
qualidade dos processos, sem ter altos e baixos para manter
um nível de serviços constantes”, explica.
Em
2010, atenta as necessidades de formação para o setor, a TNT
Transportes investirá no projeto Reintegração, que tem por
objetivo renovar o conhecimento de todos os oito mil
colaboradores. “Este treinamento vai desde auxiliares de
transporte até diretores. Vamos informar sobre as atividades
da empresa e nossos princípios de negócios”, explica a
diretora de Recursos Humanos Pida Lamin, que diz que, o
maior desafio é estar pronto para atender a demanda em
ascensão. “Acompanhar o crescimento também depende do
desempenho dos funcionários. “Eles têm de estar preparados e
comprometidos, e este é um grande desafio”, completa.
Enquanto as transportadoras se planejam internamente, os
investimentos públicos em infra-estrutura, por outro lado,
continuam deixando a desejar. “O Brasil tem cerca de 7 mil
km de costas, avançar e expandir a malha rodoviária será
difícil. O transporte rodoviário de carga será o mais
sofrido pela falta de estradas. Além do que, falta
regulamentação do setor para entrada de mercadorias, leis
que possam validar custos, e comprometimento com a
expansão”, afirma Neves que explica que, com eventos
esportivos de grande repercussão no País, a estrutura atual
não vai comportar atender e abastecer tanta gente. “Nas
grandes cidades haverá sérios problemas de locomoção e
entrega de cargas. O Brasil é um país rodoviarista e esta
realidade não muda de uma hora pra outra”, opina.
Como se preparar?
expansão e
qualificação an-dam juntas, e para o mercado, além da
concorrência natural, haverá concorrência na qualificação,
seja dos profissionais ou da própria empresa. “Chegou o
momento de parar de contar os caminhões da frota e passar a
colecionar ganhos significativos de marketing. É preciso
crescer nos atuais clientes, mergulhar no negócio deles e
oferecer soluções mais abrangentes, passar a fazer parte dos
planos de expansão deles”, afirma o sócio-diretor da Furquim
Consulting, Pedro Furquim.
Manter clientes atuais e fiéis neste cenário de crescimento,
de acordo com ele, vai exigir trabalho reforçado das
transportadoras. “É hora de formar equipes vencedoras,
com-prometidas com metas cada vez mais ambiciosas e
responsáveis pela construção de um modelo único de prestação
de serviços. Os resultados serão generosos para quem
escolher esse caminho”, acredita.
Novas tecnologias a favor do
transporte
Com
a possibilidade de entregar um serviço com mais qualidade e
confiabilidade, o setor de transporte reserva serviços
inovadores para o frotista que busca otimizar suas
atividades e acompanhar a expansão do mercado.
Na opinião do diretor comercial da Gigafrete, empresa que
oferece serviços em tecnologia para o setor, Cesar
Fernandes, os investi-mentos em ferramentas otimizadoras são
cada vez maiores. “O transporte de hoje exige tecnologia,
que une rastreamento de mercadorias, tempo estimado na
entrega da carga, frete, seguro, entre outros serviços. É um
segmento exigente e que está em renovação”, afirma o
diretor, que se prepara para lançar ao mercado um aplicativo
de gestão de frota e caminhoneiro.
Em termos de tecnologia há muitas novidades, segundo Marco
Antônio Neves, da Tiger Log, e o trabalho físico e manual, o
transportador não dá mais conta. “A maioria das soluções são
ligadas a internet. Temos telefonia celular, serviços de
entrega em tempo real, softwares de monitoramento e GPS.
Pessoas, processos, infraestruta e T.I equilibrados serão as
chaves do negócio. As empresas vão precisar disso para
acompanhar o crescimento evolutivo”, afirma.
Para o diretor de tecnologia da informação da TNT, Fabiano
Fração, a T.I visa oti-mizar os processos e agilizar o
trabalho. “É uma busca constante da empresa para atingir a
excelência. Consi-deramos esta área estratégica em nossos
investimentos. Internamente, estamos em processo de
implantação de código de barras, leitura por scanner em
todas as nossas unidades e automação em todas as unidades da
TNT”, diz.

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Empresa do futuro
Aos profissionais e as empresas que desejam se
preparar para atender as necessidades de um País
em expansão, destacam-se a pro atividade, o
entusiasmo e o comprometimento com a busca por
resultados. Além disso, a característica
fundamental recomendada por Furquim é a
inteligência servidora. “Defendo que o
profissional que serve com generosidade tem
espaço assegurado na empresa do futuro. As
pessoas hoje parecem estar muito voltadas para
si mesmas, ou seja, seus projetos, carências e
necessidades. Nesse cenário, quem conseguir
pensar mais na felicidade do outro do que na sua
própria, será magnificamente recompensado”, diz.
Em síntese: aquele que servir generosamente
crescerá sem limites!
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